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BURNOUT OU BOREOUT? O TRABALHO PODE ADOECER PELO EXCESSO E TAMBÉM PELA FALTA DE PROPÓSITO

14 de set.
2 min de leitura

O Setembro Amarelo nos convida a falar sobre saúde mental. E isso também passa pelo ambiente de trabalho.


Nem sempre o sofrimento profissional nasce da sobrecarga. Em alguns casos, ele surge justamente do oposto: da falta de estímulo, de desafios e da sensação de que o trabalho perdeu o sentido.


O burnout é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como fenômeno ocupacional relacionado ao estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente administrado. Entre seus principais sinais estão esgotamento, distanciamento emocional do trabalho e redução da sensação de eficácia profissional.


Já o boreout é um conceito associado à subutilização profissional: tarefas excessivamente repetitivas, ausência de desafios, pouca autonomia e longos períodos sem demandas relevantes. Embora não tenha o mesmo reconhecimento classificatório do burnout, pode estar relacionado a sofrimento psíquico, desmotivação e perda da autoestima profissional.


A diferença pode ser resumida assim:

No burnout, o trabalhador sente que não consegue dar conta de tudo.

No boreout, sente que aquilo que faz deixou de ter importância ou sentido.


Por isso, talvez seja mais adequado dizer que o excesso pode adoecer, mas a falta persistente de propósito e estímulo também pode causar sofrimento.


Quando alterações emocionais, ansiedade, insônia, irritabilidade, isolamento ou perda de interesse se tornam frequentes, é importante buscar ajuda profissional.


E, quando houver relação entre o adoecimento e as condições em que o trabalho é realizado, também podem existir repercussões trabalhistas e previdenciárias, que devem ser analisadas individualmente.


Neste Setembro Amarelo, a mensagem permanece simples e necessária:
trabalho não deveria custar a saúde mental de ninguém.

Se houver sofrimento intenso ou pensamentos de morte ou suicídio, o CVV oferece atendimento gratuito pelo telefone 188.


Conheça seus direitos.

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