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DINHEIRO FÁCIL. PREÇO ALTO.

  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

O número de brasileiros endividados continua aumentando e, diante da dificuldade para obter crédito em instituições financeiras, muitas pessoas acabam recorrendo a uma alternativa aparentemente simples: o empréstimo com agiotas.


A promessa costuma ser sedutora: dinheiro rápido, sem análise de crédito e sem burocracia.


O que poucos imaginam é que esse tipo de empréstimo pode transformar um problema financeiro em um problema muito maior, envolvendo ameaças, intimidações e até violência.


Recentemente, um caso ganhou repercussão nacional após o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-esposa do goleiro Bruno. Segundo informações divulgadas pela imprensa, mensagens encontradas pela família indicavam que ela vinha sofrendo ameaças relacionadas a agiotas. Embora as circunstâncias do caso sejam próprias da investigação policial, o episódio reacendeu o alerta sobre os riscos da agiotagem e suas graves consequências.


Como funciona a agiotagem?

Na maioria dos casos, o agiota oferece dinheiro de forma imediata, sem exigir documentação ou comprovação de renda. Em contrapartida, cobra juros extremamente elevados, muitas vezes diários ou semanais, fazendo com que a dívida cresça rapidamente.

Quando o pagamento atrasa, começam as cobranças abusivas.

Não são raros os relatos de ameaças, constrangimentos, perseguições, exposição da vítima, intimidação de familiares e até agressões físicas.

Além do prejuízo financeiro, muitas pessoas desenvolvem ansiedade, depressão e vivem sob constante medo.


O que muita gente não sabe:

Existe uma falsa ideia de que, por se tratar de uma atividade ilegal, a dívida simplesmente deixa de existir. Não é assim!


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui entendimento de que a prática da agiotagem não extingue automaticamente a dívida. Quem recebeu o dinheiro continua obrigado a devolver o valor efetivamente emprestado.

Entretanto, os juros abusivos podem ser anulados judicialmente, sendo reduzidos aos limites legais, tradicionalmente fixados em até 12% ao ano para empréstimos entre particulares.

Em outras palavras, o credor não pode se beneficiar da própria ilegalidade para exigir juros extorsivos.


Cinco coisas que o agiota não quer que você saiba:

1. A dívida não desaparece, mas também não pode ser cobrada de qualquer maneira.

Você pode ser obrigado a devolver o valor recebido, porém a cobrança deve respeitar os limites estabelecidos pela lei.


2. Juros abusivos podem ser reduzidos pela Justiça.

A cobrança de valores manifestamente excessivos pode ser revista judicialmente.


3. Ameaças são crime.

Cobranças acompanhadas de intimidação, violência, perseguição ou extorsão não são “formas de pressionar o pagamento”. São condutas que podem configurar diversos crimes.


4. O boletim de ocorrência é um importante instrumento de proteção.

Quem estiver sendo ameaçado deve procurar imediatamente a Polícia Civil e registrar a ocorrência, preservando mensagens, áudios, vídeos e qualquer outra prova.


5. Você não precisa enfrentar essa situação sozinho.

Além das autoridades policiais, a orientação jurídica é fundamental para avaliar a legalidade da cobrança, proteger seus direitos e buscar a solução mais segura para o caso.


Endividamento merece solução, não violência


Problemas financeiros podem acontecer com qualquer pessoa.

Buscar ajuda é sempre melhor do que recorrer a alternativas que colocam em risco a tranquilidade, o patrimônio e até a própria vida.

Se você enfrenta dificuldades para pagar dívidas ou está sofrendo cobranças abusivas, procure orientação antes de tomar qualquer decisão.


Fique atento : Dinheiro pode resolver uma necessidade momentânea. A sua segurança e a da sua família não têm preço.

 
 

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